A Perturbação do Cidadão Exemplar

Datas e Locais

23 de Junho — 24 de Julho 2022

Vários Locais (Ver programação)

Entrada gratuita sujeita à lotação da sala.

Classificação etária

M/12

Duração

75 min

A Perturbação do Cidadão Exemplar

Um cidadão exemplar é um sujeito polido, higiénico, sem manchas negras, avesso a conflitos e um feliz respeitador de regras. Um cidadão exemplar não tem tempo porque tem a vida cheia, preenchida, sem buracos na existência. Cada vez mais cheia, mais preenchida, mais sem buracos para existir. Não tem espaço para duvidar porque não tem tempo para questionar. É afirmativo, definido, muito bem resolvido. Um cidadão exemplar não consegue parar. Porque parar é morrer e isso não pode ser. Mas não sabe dançar. Tem o corpo ressequido, o cérebro aturdido. Falta-lhe ginga na anca e fome na pança. Um cidadão exemplar não sabe dançar. E talvez isso o possa matar.

Tomando como inspiração uma das estórias mais célebres de Herman Melville, Bartleby, este espetáculo coloca em arena de combate o conceito de trabalho, tal como hoje o conhecemos. Celebra-se o ritmo como força pulsante e formadora de humanidade, num mundo-máquina desprovido de corpo-animal.

Neste espetáculo, com encenação e direção artística de Joana Magalhães, conta-se a estória desta perturbação, fazendo suar o discurso no corpo dos atores, ao ritmo frenético de uma bateria.

Programação

Paredes de Coura: 23 a 26 de Junho 2022
Melgaço: 30 de Junho a 3 de Julho 2022
Vila Nova de Cerveira: 7 a 10 de Julho 2022
Monção: 14 a 17 de Julho 2022
Valença: 21 a 24 de Julho 2022

Porto: 29 de Julho de 2022

Ficha Artística

Encenação e direção artística: Joana Magalhães

Dramaturgia: Joana Magalhães, com excertos de textos de Gonçalo M. Tavares (A perturbação do Cidadão Exemplar), Ricardo Neves-Neves (A ilha do desporto) e Rui Pina Coelho (Estética, resistência e melancolia) e Bob Black (A abolição do trabalho).

Interpretação: Rui Mendonça, Luís Filipe Silva, Beatriz Valentim, Catarina Luís, Dinis Duarte

Composição Musical: André Nunes e Francisco Beirão

Músicos: André Nunes e Francisco Beirão

Apoio ao movimento: Ana Isabel Castro e Maria Antunes

Cenografia: Cristóvão Neto

Figurinos: Paula Cabral

Desenho de luz e som: Vasco Ferreira

Execução de cenografia: Bárbara Amen, Leonor Gomes, Maria Inês Campos

Execução de figurinos: Beatriz Prada e Maria Costa

Produção: Comédias do Minho

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